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Miguel Corrêa Júnior, Secretario de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, conta em entrevista à Inforuso quais são as expectativas para o comando da pasta e ressalta prioridades da gestão.

Andrea Araujo

No início do ano, Miguel Corrêa Júnior recebeu o convite do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, para assumir a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes). A experiência é novidade na carreira política do secretário, que é formado em História e foi reeleito em 2014 para seu segundo mandato consecutivo como deputado federal.

Desafio aceito, Miguel afirma que o momento é de “conhecer e arrumar a casa”. Fato é que o desenvolvimento do mercado de TIC no estado já começou e é crescente o potencial tecnológico e científico de Minas Gerais. As expectativas do setor, agora, giram em torno da efetivação de projetos que ainda estão no papel, da ampliação de ações significativas e da criação de novas oportunidades de negócios.

De acordo com o secretário, ainda é cedo para definir como serão distribuídos os investimentos da pasta e quais áreas receberão mais recursos. Em entrevista à Revista Inforuso, o secretário afirmou que a prioridade do governo do estado é fomentar o desenvolvimento e a pesquisa, aproximando o mercado e a academia.

Revista Inforuso: O senhor assume a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sob a imagem de Minas como o principal celeiro de TI no país. Quais as prioridades da sua gestão para o setor?

Miguel Corrêa: A ciência, a tecnologia e a inovação são instrumentos essenciais para o crescimento, o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a democratização de oportunidades. Esses três pilares estão diretamente ligados aos negócios da tecnologia da informação e à comunicação na era digital. Queremos, com nosso governo, investir e contribuir para o crescimento de Minas Gerais. A tecnologia da informação tem sido considerada um dos elementos mais importantes do ambiente empresarial.

RI: Mesmo com um cenário promissor, Minas, assim como o Brasil, ainda conta com um desenvolvimento tímido na área de pesquisa e desenvolvimento. O que podemos esperar, em termos de políticas públicas, para tornar nosso mercado de TI mais competitivo?

MC: O ambiente na era da informação exige das empresas novas capacidades para o espaço competitivo. Queremos encontrar o caminho certo para auxiliar o crescimento do estado, mas é necessário que sejam realizados estudos para apontar quais as políticas corretas. Temos, hoje, uma atuação importante em Minas, porém sabemos que é preciso ir além. Buscar novos convênios, expandir o campo de atuação, investir na formação dos profissionais, entre outras ações. É preciso crescer com qualidade.

RI: O fomento das startups e de negócios voltados para tecnologia e inovação em Minas, incluindo o MGTI, também é um passo importante nesse sentido. Qual é o papel da secretaria no fortalecimento e na ampliação de projetos nessas áreas?

MC: Receber o convite do governador Pimentel para assumir a Sectes foi uma grande satisfação para mim. Além de ser uma pasta que incentiva a ciência, a educação e a tecnologia, que, como homem público, sempre lutei em prol, a Sectes tem papel fundamental em relação à inovação no estado. E esta é uma das marcas que queremos deixar no governo Pimentel: fomentar a inovação. Temos que entender que essas áreas trabalham em um sistema. Investir em uma fortalece a outra. Uma das formas de fortalecer os projetos nessas áreas é incentivar o desenvolvimento de pesquisas. Buscaremos aumentar os investimentos estaduais nas universidades e a criação de editais da Fapemig para pesquisas tecnológicas, fortalecendo a infraestrutura científica.

RI: Um dos grandes desafios do estado é melhorar a infraestrutura de telecomunicações e levá-la com qualidade a todas as regiões mineiras. Há ações previstas para amenizar esse gargalo?

MC: Melhorar a infraestrutura de telecomunicações não é um desafio apenas para o estado de Minas Gerais. É um desafio para governos de todo o mundo. Diante de sua significativa relevância, esse é um tema que sempre está em pauta. A inovação é um dos pilares da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. E divulgação não tem como falar em telecomunicações sem inovação. Como secretário dessa pasta, afirmo que buscamos o melhor para o nosso estado, não somente em infraestrutura de telecomunicações, mas também em educação e ciência.

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