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A nova capital da tecnologia

Colômbia desponta como polo tecnológico da América Latina e mostra que está próximo de reverter seu histórico quadro de desigualdade social.

Mili Santos

De um país controlado pelo narcotráfico, com altos índices de homicídio e conflitos políticos, a uma nação em crescente desenvolvimento e expansão tecnológica. Esse é o cenário atual da República da Colômbia, quarta no ranking econômico da América Latina, com o PIB de US$ 387,7 bilhões em 2014 e crescimento médio anual de 5%. Popular pela exportação de petróleo e pela agricultura, a Colômbia ingressou no mercado como promissor polo tecnológico das Américas Central e do Sul, recebendo o título de “nova capital da tecnologia”.

De acordo com dados oficiais, o setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC), entre 2007 e 2012, teve aumento de 177%, o que corresponde a US$ 6,8 bilhões. Nos últimos dois anos, o número total de usuários dos serviços de televisão por assinatura e satélite, telefonia, e internet fixa e móvel registrou crescimento de 18,1%. Em 2014, o setor cresceu 4,5%, e sua participação no PIB foi de 3,5%. Os números não passaram despercebidos por corporações como Google e Microsoft, que instalaram escritórios em Bogotá.

O fenômeno colombiano também chamou a atenção do fundador e presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg. Tanto que, em janeiro deste ano, ele visitou a capital do país, escolhida para sediar a primeira reunião no exterior da multinacional. O evento desbancou grandes polos, como Pequim, Londres e Dubai, evidenciando o sucesso da política de expansão tecnológica colombiana.

“Zuckerberg destacou a liderança da Colômbia em seu trabalho de ter um território conectado. Agora, o projeto é que 98% das pessoas tenham acesso rápido à internet, o que é uma excelente base para o desenvolvimento”, conta a embaixadora da Colômbia no Brasil, Patrícia Cárdenas. Ela atribui o investimento de grandes empresas no país ao aumento da confiança tanto do mercado como dos próprios colombianos, possibilitado pela contínua ampliação econômica, pelas baixas taxas de inflação, pela globalização da economia e pela evidente melhora nos índices de segurança.

A embaixadora também acrescenta a relevância de ações, como a redução de impostos na importação de equipamentos, a cobertura da internet para todos os municípios do país e o desenvolvimento de programas para o fomento de micro, pequenas e médias empresas, além da proliferação de aplicativos para resolver problemas que afetam os colombianos todos os dias. De acordo com uma pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia da Colômbia cresce tão rapidamente que está prestes a se tornar a terceira maior da América Latina, atrás apenas do Brasil e do México.

O país também vem apresentando uma mudança ainda mais significativa na região. “Nosso país tem implementado programas para remover os obstáculos que restringem ou impedem o desdobramento de infraestrutura para todos os colombianos. Políticas públicas foram formuladas para priorizar o desenvolvimento de competências e bases”, afirma a embaixadora.

Apesar do cenário promissor, a Colômbia ainda depende muito do petróleo, responsável por praticamente metade de suas exportações, e está longe de resolver dois problemas sociais bem conhecidos pelos países latino-americanos: a pobreza, que vem diminuindo, mas continua afetando um em cada três colombianos; e a distribuição de renda, que permanece como uma das piores do mundo.

Programas de investimento

A HubBOG, criada há cinco anos pela iniciativa privada, é outro empreendimento que tem apresentado resultados impressionantes. Com a ajuda do governo, que tem oferecido créditos fiscais generosos, a aceleradora e incubadora de startups está fomentando o cenário tecnológico do país. O empreendimento formou 46 empresários nos últimos dois anos e tem a previsão de desenvolver 105 startups em 2015.

Tendência para a inovação

A Colômbia vive, hoje, um boom de startups. As conexões via internet praticamente triplicaram no espaço de dois anos e meio. O domínio .co também ganhou destaque. Similar ao .br, ele conseguiu registrar 1,6 milhão de sites em menos de quatro anos.

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