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Via de mão dupla para o desenvolvimento

Por trás da evolução do setor mineiro de tecnologia, uma engrenagem movida pelo poder público e pela iniciativa privada tem feito girar a roda da Nova Economia.

Ana Carolina Bicalho

Seja num cenário em pleno desenvolvimento, seja na busca por novas alternativas econômicas, pensar um negócio estrategicamente e saber o leque de possibilidades que há por trás dele faz toda a diferença. Ainda mais quando esse negócio é parte da chamada Nova Economia, um dos projetos prioritários do Governo de Minas para o crescimento de segmentos potenciais das áreas de tecnologia e conhecimento.

Para seguir nesse novo caminho, o poder público amplia a cada dia a articulação com entidades da iniciativa privada, dentre elas os integrantes do programa MGTI 2022. E as perspectivas de ambas as partes são bastante positivas.

De acordo com a CEO do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), Cristiane Serpa, setores como a tecnologia da informação e comunicação (TIC) são alternativas de desenvolvimento econômico transversais e facilmente implantáveis. “O grande diferencial dessa área é o fato de você buscar alternativas que possam gerar resultados que otimizem, com menos tempo, a competitividade das outras indústrias que já estão instaladas”, ressaltou. O ciclo de vida mais dinâmico dos empreendimentos do setor ainda contribui para a movimentação do mercado.

Outros segmentos de alta intensidade também têm sido alvos da atenção do Indi, como o aeroespacial, o eletrônico, as ciências da vida e as energias renováveis. Cristiane afirmou que as áreas que estão sendo trabalhadas refletem tendências mundiais, além de oportunidades e condições locais: “No aspecto das energias renováveis, por exemplo, Minas tem uma posição estratégica tanto no país quanto no mundo e pode desenvolver essa potencialidade. A área de ciências da vida também nos tem permitido inovar, assim como a tecnologia da informação e seu potencial de gerar inovação”.

Boas intenções

O desafio, agora, é tornar o estado mais competitivo nesses setores considerados estratégicos. Isso só será possível com ações conjuntas de preparação do território mineiro para novos negócios, capacitação e treinamento de mão de obra, e criação de um plano para a atração de investimentos. Um passo importante para efetivar essas iniciativas já foi dado. O Governo de Minas e o MGTI firmaram um protocolo de intenções para viabilizar projetos de fortalecimento das empresas mineiras de médio porte de TIC.

Engrenagem internacional

O MGTI segue a mesma linha estratégica da Nova Economia. No caso da internacionalização das relações comerciais das empresas de TIC, a iniciativa comemora os resultados positivos do Programa de Inovação e Empreendedorismo com a Universidade de Stanford, realizado entre setembro e outubro de 2014.

Os representantes das 25 empresas mineiras que participaram da experiência foram acompanhados por professores da universidade em treinamentos sobre estratégias de implementação do mercado, formação de equipe, operações e financiamento. As empresas refinaram o ponto de vista dos negócios e passaram a se posicionar em âmbito global. Algumas chegaram a mudar totalmente seu foco de mercado, enquanto outras receberam investimentos, abriram filiais no Brasil e no exterior e aumentaram o faturamento.

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