Bem-vindos à era pós-app.

Líderes de TI devem ficar de olho nas tendências que têm tudo para revolucionar os negócios digitais a partir de 2016.


Ana Carolina Bicalho

Em toda virada de ano, os futurologistas entram em ação para anunciar o que nos espera no novo ciclo que se inicia. Para 2016, a área da tecnologia também foi alvo de previsões e os gurus, nesse caso, os analistas do Gartner apontam que as perspectivas que iniciaram uma grande transformação digital em 2015, prometem sacudir o mercado mais uma vez.

O Gartner lista 10 tendências tecnológicas para 2016,  para essa nova revolução digital, que ampliam o panorama das forças que podem influenciar significativamente as organizações pelo mundo nos próximos três anos:

Malha digital Máquinas inteligentes
A malha digital Informação de tudo
Experiência ambiente-usuário Aprendizagem avançada das máquinas
Impressão em 3D Agentes e equipamentos autônomos
Arquitetura de segurança adaptativa Rede de aplicativos e arquitetura de serviços
Arquitetura de sistema avançado Plataformas da Internet das Coisas

 

A análise de dados, área que recebeu os mais altos investimentos em 2015, provavelmente continuará no topo das prioridades das empresas estrangeiras e ganhará  o reforço de grandes apostas, como o surgimento das máquinas inteligentes e da malha digital.

Essa transformação digital será liderada pelos algoritmos – sistemas automáticos que se tornarão o centro de novas experiências entre as máquinas e os homens. “Os algoritmos já são uma prática hoje. No setor financeiro, na bolsa de valores, na aviação e na medicina, os algoritmos estão operando. Agora, haverá uma expansão desses algoritmos para nossas atividades corriqueiras”, ressaltou Celso Chapinotte, diretor do Gartner em Minas.

A perspectiva é de que os algoritmos tornem as máquinas mais autônomas, a ponto de serem responsáveis por grandes decisões numa empresa e até mesmo chefiarem funcionários, acompanhando a evolução da humanidade para ser digital.

Segundo a entidade, até 2018, a maioria das pessoas do planeta terão acesso ao armazenamento virtual gratuito e ilimitado. Em 2022, 10% delas utilizarão roupas conectadas à internet e, em 2025, cerca de 5% dos produtos que consumimos serão confeccionados com tecnologia 3D, o que nos leva a na direção de uma nova realidade da tecnologia da informação, na qual dispositivos e recursos inteligentes serão essenciais para a sobrevivência das empresas.

No Brasil essa realizade é diferente, pois enquanto 37%das empresas ainda investem maior parte do orçamento em infraestrutura e data centers, 40% das empresas foram do país priorizam investimentos em negócios digitais, internet das coisas e analytics.

Chapinotte afirma que, em comparação com as nações mais desenvolvidas e algumas emergentes, o Brasil está atrasado na questão de infraestrutura e comunicação de dados. Para Orlando Cintra, vice-presidente sênior de inovação e tecnologia da SAP Brasil, as multinacionais têm muito interesse em continuar investindo no país nos próximos anos. “A aposta no Brasil é forte, porque aqui tem um mercado muito importante de empresas e um valor muito alto de consumidores. Sem dúvida, é um país que ainda tem muito a se fazer.”

A visão de Fernando Lemos, diretor de tecnologia da Oracle para a América Latina, é ainda mais positiva. Segundo o executivo, algumas companhias no Brasil também estão liderando essa transformação digital.O executivo concorda que existe um conservadorismo no mercado brasileiro, mas conclui: “O modelo brasileiro não é parecido com o americano, em que você tem diversas startups rompendo padrões todos os dias. Nosso modelo de transformação digital vem de grandes e pequenas corporações, que estão provocando as mudanças no universo dos negócios”.

Corrida para o futuro

Seja para o Brasil ou para o mundo, os desafios desse novo tempo são enormes. E na medida em que as oportunidades dos negócios digitais se ampliam, as empresas são obrigadas a acelerarem seus processos de transformação. Chapinotte confirma que a nova realidade da chamada revolução digital – vai requerer outro modo de estruturação nas corporações se tornando bimodais. Esse novo modelo exigirá das organizações uma operação focada em agilidade, inovação e experiementação do cliente

No Brasil, algumas empresas têm ajudado seus clientes a entrarem nessa corrida rumo à evolução. A Oracle optou por provocar as mudanças nos negócios, modificando suas soluções antes das demandas do próprio mercado. A SAP, por sua vez, tem investido no desenvolvimento de novas plataformas, como o SAP Hana e o ERP do futuro. O ERP do futuro, por exemplo, junta informações transacionais e analíticas de forma on-line. Ou seja, aquele executivo que, hoje, precisa reunir várias informações dentro da empresa para, depois de alguns dias, tomar uma decisão, consegue fazer isso com apenas um toque na tela do tablet e ter a informação na hora”.  A largada para a transformação digital já foi dada. Resta às corporações encararem o desafio que está em curso.

Revista Inforuso, Edição 9: http://revista.sucesuminas.org.br/revista/revista-inforuso-no-9/

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