Engenheiros da Apple podem se demitir para não ajudar FBI

Agência Federal de Investigação americana obrigaria engenheiros da empresa a desbloquearem iOS para investigações de tiroteio na Califórnia, em 2015.


Nas últimas semanas, a Apple e o FBI têm estampado as manchetes dos portais de tecnologia. A última novidade a respeito do entrave no caso do atirador de San Bernardino, na Califórnia, em 2015, é uma possível demissão em massa dos engenheiros de software da gigante americana. Os valiosos profissionais ameaçam sair da empresa se forem obrigados a destravar o sistema iOS.

Um relatório divulgado pelo jornal “The New Tork Times” revelou que profissionais que seriam obrigados a desenvolver um software para o desbloqueio de iPhones prefeririam se demitir a tornar o sistema vulnerável. Segundo a Apple, uma equipe com até 10 engenheiros seria necessária para a criação do programa “GovtOS”.

Caso a gigante da tecnologia seja derrotada nos tribunais americanos, uma relação de profissionais está pronta para entrar ação, resolver o problema de segurança e, finalmente, disponibilizar as informações requeridas pelo FBI. Entretanto, os funcionários da Apple não garantem a participação no processo.

Caso as previsões se confirmem, explicou um promotor federal ao jornal, a Apple seria desobrigada de cumprir a medida judicial. Para isso, seria necessário que todos os profissionais competentes para o desbloqueio saíssem da empresa comprovadamente devido à decisão da justiça.

A Apple não trabalha com times mistos e, por isso, software e hardware são desenvolvidos em duas vertentes diferentes. Desta forma, apenas no momento de encerramento do projeto o time é fundido em um só para aparar arestas e alinhar todo o processo. Dentre os especulados para tarefa estão um engenheiro de uma companhia espacial e um especialista em encontrar bugs em aparelhos da Apple.

Antecedentes

Em disputa parecida, o serviço de e-mail Lavabit recusou-se a divulgar dados sobre o espião Edward Snowden. A empresa foi advertida pela justiça e teria que pagar uma multa diária de US$ 10 mil caso as informações não fossem disponibilizadas. Então, os fundadores preferiram fechar as portas e se eximir de qualquer responsabilidade, garantindo a privacidade dos usuários.

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