Luz no fim da crise

Entidades de tecnologia e Governo de Minas se unem para retomar a implantação do programa MGTI e reforçar o setor como alternativa à desaceleração da economia.


Ana Carolina Bicalho

Um passo de cada vez. Foi assim, com a paciência de quem tem certeza do alvo almejado,que a Sucesu Minas, a Fumsoft, a Assespro-MG e o Sindinfor trabalharam pela continuidade do programa de aceleração MGTI 2022. A estratégia deu certo. Representantes das entidades de tecnologia se reuniram com secretários do Governo de Minas no Palácio da Liberdade e receberam, oficialmente, o apoio da atual gestão do estado para dar prosseguimento à iniciativa.

O encontro pôs fim a um clima de incertezas sobre o futuro do MGTI. A implantação do programa, que começou a ganhar corpo há dois anos com o apoio do último governo, precisou ser freada devido às restrições do período eleitoral. A luz no fim do túnel só veio após a reunião, que contou com a presença do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Miguel Corrêa Júnior; do secretário-geral da Governadoria, Eduardo Serrano; do secretário- adjunto de Planejamento e Gestão (Seplag), Wieland Silberschneider; do presidente da Prodemge, Paulo de Moura Ramos; e do conselheiro do Conselho Regional de Economia, Leonardo Guerra.

O vice-presidente do Sindinfor, Wellington Teixeira Santos, mostrou-se otimista com as portas abertas pela reunião: “A presença dos diversos representantes do governo e o entendimento demonstrado por eles sobre o setor e sobre nossas demandas mostraram que há um consenso e ideias integradas. Acredito que teremos frutos pela frente”.

De acordo com o presidente da Sucesu Minas, Leonardo Bortoletto, o momento foi importante para as entidades apresentarem um balanço atualizado dos resultados do MGTI e apresentarem a solidez da iniciativa. “Fomos muito bem recebidos, bem aceitos e bem compreendidos pelos representantes do governo, capitaneados pelo Miguel. Vimos que nosso programa foi incorporado ao plano de governo e de ação da Secretaria de Ciência e Tecnologia”, afirmou.

A aproximação entre as entidades e o setor público teve efeito imediato. Segundo publicação do portal de notícias Agência Minas, em junho, durante a palestra Minas – O melhor para inovar, ministrada no evento Conexão Empresarial, Miguel Corrêa citou o MGTI como de extrema relevância para a conquista da meta do governo de tornar o setor de tecnologia e inovação a terceira fonte econômica do estado, depois do minério e do café.

O secretário reforçou, em depoimento para a Inforuso, que a ciência, a tecnologia e a inovação são campos vastos para serem explorados em Minas. “Temos a oportunidade de transformar o estado em uma grande referência no tema. Dentro dessa intenção de promover o setor, o MGTI tem um papel estratégico. Certamente, será um grande parceiro nos próximos anos. Ele é um dos pilares que colocarão a tecnologia da informação do nosso estado em destaque. É dessa forma que queremos trabalhar: caminhando juntos, visando sempre ao que for melhor para Minas Gerais”, ressaltou Corrêa.

Diante do cenário animador, o presidente da Fumsoft, Leonardo Fares, comemorou: “Está sendo muito boa a compreensão de todos sobre a importância do programa para o estado e os reflexos das ações para a economia mineira, em termos de geração de renda, emprego, e alto valor agregado”.

Alternativa para a crise

Segundo Leonardo Fares, da Fumsoft, cada eixo do MGTI oferece boas vantagens para o período delicado da economia do país. O setor público poderá se beneficiar, por exemplo, da cadeia de fornecedores locais que será formada. Como grande consumidor de produtos e serviços de TI, o governo conseguirá atender às suas demandas com qualidade e competitividade e, ao mesmo tempo, fortalecerá o mercado mineiro.

Fares também ponderou que o MGTI é uma ferramenta para sanar o aumento do valor agregado da economia mineira. Hoje, esse é um dos maiores desafios do estado, já que o mercado regional depende muito da mineração, do agrobusiness e da siderurgia, e precisa ampliar seu leque de atividades.

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