Make in (digital) Índia

A majestosa cultura indiana, com seus palácios milenares e cerimônias tão antigas quanto o próprio tempo, é o cenário de um país em pleno desenvolvimento que se destaca como referência na era tecnológica.


Cecilia Kruel

A majestosa cultura indiana – com seus palácios milenares e cerimônias tão antigas quanto o próprio tempo – é o cenário de um país em pleno desenvolvimento, que se destaca como referência na era tecnológica. Entre aromas de incenso e alcatrão, pashminas e sedas se descortinam para revelar cidades inteligentes e importantes polos de inovação e educação. A Índia contemporânea, mesmo com seus evidentes contrastes e dificuldades socioeconômicas, está aberta ao mundo e oferece boas oportunidades aos investidores globais.

Make in Índia é o novo mantra que reverbera na Ásia Meridional. O programa nacional tem amplo alcance e o objetivo de incentivar empresas de todo o planeta a manufaturar seus produtos em solo indiano. Lançado pelo primeiro-ministro Narendra Modi em setembro de 2014, o Make in Índia é o pilar das atuais políticas de desenvolvimento, além de um sinal de que os novos tempos chegaram, de maneira definitiva, ao segundo país mais populoso do mundo.

Dados do governo revelam que a população indiana é de, aproximadamente, 1,3 bilhão de pessoas. Porém, a falta de um censo oficial no país faz os especialistas acreditarem em um número ainda maior. Exemplo disso é que a maior democracia do planeta levou 850 milhões de eleitores a se manifestarem no último pleito, que elevou o atual primeiro-ministro ao poder no ano passado. Toda essa gente está inserida em um território de 3,3 mil km² – pouco mais de um terço do nosso – que faz fronteira com Paquistão, no Oeste; China, Nepal e Butão, no Norte; e Bangladesh e Mianmar, no Leste.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento econômico indiano projeta taxas de 7,6% para este ano e de 7,7% para 2016, enquanto a China – maior economia do mundo – prevê uma alta do PIB por volta de 7%, em 2015; e 6,8%, no ano seguinte. Os números são tão relevantes no atual contexto global que chamaram a atenção da diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Durante visita à Índia em março, ela declarou à imprensa que a economia do país “é um ponto brilhante em um horizonte mundial nublado”.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento econômico indiano projeta taxas de 7,6% para este ano e de 7,7% para 2016, enquanto a China – maior economia do mundo – prevê uma alta do PIB por volta de 7%, em 2015; e 6,8%, no ano seguinte. Os números são tão relevantes no atual contexto global que chamaram a atenção da diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Durante visita à Índia em março, ela declarou à imprensa que a economia do país “é um ponto brilhante em um horizonte mundial nublado”.

Desafios sociais em xeque

Com dados impressionantes, assim como tudo no país, é imprescindível citar as dificuldades enfrentadas pela população. A pobreza é a principal barreira para o real desenvolvimento socioeconômico. As razões para os altos índices de miséria são inúmeras e vão desde os impactos climáticos na produção de alimentos às raízes tradicionais da cultura de castas, passando pela latente falta de infraestrutura – fatores que se destacam nas áreas rurais e exaltam as diferentes facetas da Índia.

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