Open Jobs, um programa para a formação de pessoas da Sucesu Minas

A Sucesu Minas iniciou uma parceria com a HopeTech, para oferecer bolsas de estudos em tecnologia e conexão com o mercado de trabalho a pessoas desfavorecidas. Em contrapartida, as empresas que aderirem utilizam conteúdos que contam estórias reais capazes de conectar o público consumidor por meio de marketing de impacto, com propósitos sociais.

As instituições educacionais, as empresas, o Poder Público, as organizações sem fins-lucrativos e toda a sociedade precisam unir forças para acompanhar o ritmo das novas exigências do mundo do trabalho, que vivencia uma aceleração da transformação movida pelas inovações tecnológicas, mudanças demográficas e novos modelos de negócios. 

O Brasil chegou a 12,4 milhões de desempregados e 5,1 milhões de desalentados no último trimestre de 2021. Desalentadas são as pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditar que não conseguiriam oportunidades. A taxa de informalidade chegou a 41% da população ocupada, o que perfaz 34,7 milhões trabalhadores sem carteira assinada, gente que trabalha por conta própria sem CNPJ e aqueles que auxiliam a família.¹

Em julho de 2021, cerca de 11,7 milhões de jovens, de 15 a 29 anos, nem trabalhavam e nem estudavam, ou seja, 23,7% dos que estão nessa faixa etária.²

No Brasil, aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores estão em atividades no setor de transporte de passageiros e de mercadorias por aplicativo. Há cinco anos, em 2016, esse número era de 870 mil.³ É crescente a uberização das relações de trabalho, uma das marcas da chamada Gig Economy – também conhecida como freelance economy, que caracteriza as relações laborais entre trabalhadores e empresas que contratam pessoas para a realização de serviços esporádicos e, portanto, sem vínculo empregatício.

O diploma universitário não é mais sinônimo de sucesso e segurança profissional. Em 2018, mais de um terço dos trabalhadores que possuem, pelo menos, o ensino superior desempenhava funções que requerem uma qualificação inferior à sua escolaridade. Outro tanto atua em atividades que não estão na área do conhecimento de sua formação.⁴ Diante de um cenário de poucas oportunidades, parte dos trabalhadores mais escolarizados tem aceitado desempenhar funções abaixo ou fora das suas qualificações a fim de evitar o desemprego.

Dentre as ocupações em ascensão e declínio no mercado de trabalho nacional as que mais cresceram na última década foram postos de trabalho que pagam menos, têm trabalhadores menos escolarizados, operam mais na informalidade e, na crise da pandemia, tiveram evolução de rendimentos pior e perda de espaço laboral em proporção maior do que o restante das ocupações.⁵

Em meio a esse cenário desanimador, estima-se um crescimento médio anual de 159 mil novos profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil, uma demanda de 797 mil pessoas, de 2021 a 2025. Adicionalmente a esses números, a expectativa é que cerca de 50 mil novos empregos formais sejam abertos neste ano somente nas empresas de telefonia, considerados os investimentos de companhias de diversos setores relacionados ao 5G em diferentes aplicações da nova tecnologia, sendo que o número de vagas pode superar 670 mil até 2025.

As vagas a serem abertas no setor de tecnologia são muitas e há um grande déficit de formação de trabalhadores aptos a ocupá-las no Brasil. O montante das oportunidades no mundo das TIC é pequeno diante da imensa população a ser preparada para sair do desemprego, não se tornarem desalentados e deixarem a informalidade. No entanto, preparar pessoas para a economia digital é tarefa urgente e primordial para reposicionar Minas Gerais e o país à nova lógica das cadeias produtivas globais de forma competitiva.

Você patrocina a formação de profissionais para a área de tecnologia, promove a inclusão e a diversidade, e passa a contar com conteúdo sobre vidas reais como resultado de seu engajamento social.  

São criados episódios de uma série documental contínua que contam a história da Hope e das pessoas que compõem os grupos de estudo. Os materiais são entregues em formato multimídia para compartilhamento em redes sociais, matéria de imprensa e a empresa assina como financiadora oficial. O resultado do seu investimento são pessoas aptas a trabalhar no campo da tecnologia. Temos conexões com empresas parceiras que abrem espaço aos jovens formados.

Conheça e participe: https://www.hopeschool.club/sucesuhope

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Luciano Sathler é Vice-Presidente de Soluções Educacionais, membro do Conselho Deliberativo do CNPq e Reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix.

Fontes

  1. IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: PNAD Contínua, novembro de 2021.
  2. CARNEIRO, Lucianne. Nordeste e Norte têm concentração maior de nem-nem. Jornal Valor Econômico, 10/02/2022.
  3. GÓES, Geraldo; FIRMINO, Antony; MARTINS, Felipe. A gig economy no Brasil: uma abordagem inicial para o setor de transporte. Brasília: IPEA, 2021.
  4. LAMEIRAS, Maria Andreia Parente; VASCONCELOS, Leonardo Siqueira. A evolução da população ocupada com nível superior no mercado de trabalho. Brasília: IPEA, 2018. 
  5. SCHYMURA, Luiz Guilherme. A armadilha da criação de empregos de baixa qualidade e alta vulnerabilidade. São Paulo: IBRE/FGV, 2021. 
  6. BRASSCOM. Demanda de talentos em TIC e Estratégia. São Paulo: Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – BRASSCOM, 2021.
  7. ROSA, Bruno. 5G abre espaço para empregos do futuro e deve gerar 670 mil novas vagas até 2025: Veja o que as empresas procuram. Jornal O Globo, 23/01/2022. 

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