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O país onde nada é impossível

95% do território é ocupado por terras áridas, semiáridas ou hiperáridas. Inimigos por todos os lados. Apesar das circunstâncias, Israel, o país onde nada é impossível, registrou 7.652 patentes entre 1980 e 2008, e tem mais de 3 mil startups nacionais.

Deca Furtado

         Israel nasceu em 1948, tem 95% de seu território ocupado por terras áridas, semiáridas ou hiperáridas e está cercada por inimigos. Você apostaria um centavo qualquer nesse país? Talvez não. Mas, por sua política de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e pelo apoio às startups, o país está hoje entre os mais empreendedores do planeta. Israel é um dos mais inesperados exemplos de evolução tecnológica, científica e social.

           Alguns dados realmente surpreendem. De 1980 a 2000, o número de patentes registradas no país foi de 7.652, superando regiões com economia bem maior. Em 2008, segundo o livro Nação empreendedora, de Dan Senor e Saul Singer, existiam 3.850 startups (uma para cada 1.844 israelenses) e pelo menos 45% dos judeus haviam cursado a universidade. Lá também residem mais engenheiros e cientistas per capita do que em qualquer outro lugar do globo.

            Com um cenário de P&D tão promissor, a economia de Israel não poderia ficar para trás. Desde 1995, ela cresce mais do que a dos países desenvolvidos, mantendo uma média de 4% ao ano. A Nasdaq negocia mais ações israelenses do que quaisquer outras europeias, e o capital de risco per capita do país, em 2008, era 2,5 vezes maior do que o dos EUA. Um estudo do International Institute for Management Development (IMD) sobre competitividade apontou Israel como o segundo entre os 60 países mais desenvolvidos do mundo.

             As facilidades do dia a dia israelense se estendem por diversas áreas. Ouvir que israelenses geram energia via batatas já não causa tanta surpresa. Se a acne aborrece milhões de adolescentes, o laboratório Cure Light tem a cura: raios ultravioleta de alta intensidade. Já a Universidade de Jerusalém desenvolveu um estimulador para pacientes com Parkinson. O aparelho bloqueia a causa dos tremores. Até o odor da respiração está sendo usado para detectar câncer de pulmão. O Instituto de Nanotecnologia Russell Berrie criou sensores capazes de fazer o diagnóstico sem o uso das invasivas biópsias.

             Há fatores que podem definir o tino israelense para a tecnologia, como as universidades e as FDI. O país tem instituições de ensino superior de alto nível e mais antigas do que o Estado. A Universidade Hebraica de Jerusalém é de 1918 e teve como diretores Albert Einstein e Sigmund Freud. Já o Technion, instituto de tecnologia de Israel, é de 1925. No total, são 27 faculdades e oito universidades, sendo que quatro estão entre as 150 melhores do planeta.

            Alguns outros números ajudam a ilustrar o atual panorama de Israel: 45% dos judeus cursaram universidade em 2008; Israel ocupa a 2ª posição entre os países desenvolvidos; o Capital de risco per capta, em 2008, era 2,5 vezes maior que o dos EUA e os gastos com Pesquisa & Desenvolvimento representa 4,5% do PIB contra 2,7% dos Estados Unidos. 

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